sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ao som do Cavaquinho choro porque ele não sai.

O Presidente da República enviou uma mensagem de condolências ao Rei Alberto II da Bélgica, a propósito das vítimas do acidente ferroviário em Hal.

Cavaco Dixit:

“Foi com profunda consternação que tomei conhecimento do elevado número de vítimas causado pelo grave acidente ferroviário ocorrido em Hal”, diz a mensagem de Cavaco Silva que, em seu nome próprio e em nome do povo português, apresenta sentimentos de pesar.
O Presidente da República dirige igualmente as condolências e solidariedade às famílias enlutadas.

Foi um gesto bonito, da parte do Sr. Presidente (esta foi a parte séria).

Tenho a certeza que as famílias das vítimas comentaram admiradas que o Sr. Silva – Eu já ouvi isto em qualquer lado – tinha enviado as condolências. – Sr. Silva? Mais qui est Sr. Silva? (esta foi para brincar, mas apenas com o Sr. Silva…).

Sócrates não pretende sair da liderança do partido


O secretário-geral do PS, José Sócrates, avisa que não irá abandonar a liderança do partido e que pretende dar respostas a todas as acusações de que tem sido alvo.

Aviso-o já Sr. Inginheiro que eu não posso ser comprado porque não me chamo TVI. Sabe, eu sou uma pessoa a modos que, independente, percebe? – Olhe e se as suas respostas forem iguais àqueloutras que nos deu sobre a sua licenciatura, faça o quis fazer à Moura Guedes e ao Crespo (pelo menos é o que dizem) e corte o pio a si próprio, porque já ninguém vai acreditar em si. Eia! Pois é pá. Existem sempre os caciques do Palco Sagrado.



Sócrates respondeu aos sectores políticos que queriam uma mudança de liderança do seu partido (e é que está todo rachado!).“Eles (lá está. Até internamente o homem sisma com as cabalas e as perseguições!) podem querer um novo líder, mas têm azar (têm eles e temos nós todos, os portugueses). O líder do PS, sou eu”, afirmou o PM terminando assim com os rumores sobre a sua saída (aqui quem manda sou eu, perceberam? – Vejam lá se querem ficar sob escuta…).




Sr. Inginheiro, não os ponha sob escuta. Olhe que as gravações dos últimos que foram escutados tinham tão má qualidade de som que as mandaram destruir. Pense bem. Pense bem!

Mar de Areia

150.000 jobs (for the boys) claro está.


Taxa de desemprego chega aos 10,1%
A taxa de desemprego nacional atingiu os 10,1% no último trimestre de 2009. Os números são do Instituto Nacional de Estatística (INE), que aponta no entanto um valor médio anual de 9,5% para o desemprego português em 2009 (o que já nos deixa mais descansados, claro!).
Nos últimos três meses do ano passado, a taxa de desemprego passou a barreira dos 10%, situando-se nos 10,1%,vi no site da TSF. É um valor muito acima dos 7,8% registados um ano antes e superior aos 9,8% do trimestre anterior.
Feitas as médias, o ano de 2009 fica então com uma taxa de 9,5%, que contrasta também com os 7,6% de 2008. Em termos absolutos, no conjunto do ano, a população desempregada situou-se nos 528,6 mil indivíduos (ficou portanto mais pobre, a, a, a, perdão, mais solidária…lembram-se?) sendo que o valor da população desempregada em 2009 é o mais alto segundo o INE desde 1983 (Porreiro, pá).
Segundo o INE, o desemprego foi transversal a todos os grupos etários, mas atingiu sobretudo as pessoas com 45 anos e acima desta idade, bem como aquelas cujas idades se situam entre os 35 e os 44 anos (É claro que não estão englobados os ex-ministros, muito menos o Sr. Inginheiro Jamais Lino, que esse está na Mota Engil!!!!!!).


Desemprego aumenta 6,8% em Janeiro
O número de pessoas inscritas nos centros de emprego aumentou 6,8% em Janeiro, comparativamente com o mês anterior. A subida anunciada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) contrasta com a estabilização registada em Dezembro nos 10%.
No final do primeiro mês de 2010 estavam mais 560 mil pessoas sem trabalho e com registo nos centros de emprego, vi no “Jornal de Negócios”, citando os números oficiais. Se compararmos com o último mês de 2009 é apurada uma subida de 6,8%. Se confrontarmos a taxa de Janeiro com igual período do ano passado, verificamos uma subida de 25,1%.
Em termos de ofertas de emprego, o IEFP dá conta de um aumento de 4,9% em relação a Dezembro. São 19.033 ofertas, número que comparado com o mesmo mês de 2009 representa um aumento de 30,3% (Pronto e assim já está tudo ok!).


Desemprego leva cada vez mais portugueses qualificados a emigrar (Drain Brain)
Desde a década de 60 do século passado que não se verificava uma vaga de emigração (este termo está em desuso, agora falamos em Migração Internacional) semelhante. O desemprego está novamente a pressionar cada vez mais portugueses a emigrar e são também cada vez mais, os profissionais qualificados (migração especialista), a seguir esse rumo.
Quem o constatou foi o Conselho das Comunidades Portuguesas, instituição que, como vi no site da TSF, tem registado o aumento do número de portugueses que migram para o estrangeiro em busca de trabalho.
Apesar de não informar números oficiais, o CCP assume que, contrariamente ao que aconteceu há 50 anos, são os profissionais mais preparados (especialistas) que estão agora a abandonar o País (drain brain). São quadros técnicos e científicos que acreditam serem capazes de triunfar noutros mercados que lhes ofereçam as condições que aqui lhes prometeu o Governo e não cumpriu.
E quais são esses mercados? O presidente da Comissão Especializada de Fluxos Migratórios do CPP, Manuel Beja, citado pela TSF, destaca Ásia e África como destinos apostados na actualidade (quem diria, possivelmente até para ex-colónias a quem perdoamos dívida externa que tinham com Portugal aqui há já uns anitos, digamos que no tempo do Sr. Inginheiro que queria a máquina calculadora para fazer as contas!).

Os comentários que me permiti efectuar, estão entre parêntesis, em itálico e a negrito.

Mar de Areia

A Proposta do Marcelo. Qual será?



Há data da implantação da República foram inúmeros os artistas, da época, que quiseram esculpir bustos da república. Mas, segundo rezam os canhenhos, o busto oficialmente adoptado foi obra de João da Nova, pseudónimo do escultor João da Silva. O pseudónimo de João da Nova foi adoptado pelo escultor, dado o facto de regularmente assinar artigos na revista Seara Nova. O busto da República foi inaugurado por Afonso Costa em Outubro de 1911.
A mulher que serviu ao escultor de modelo para o busto, morreu em Lisboa no início da década de 90 com a provecta idade de 101 anos. Era natural do concelho alentejano de Arraiolos. Seguramente, antecessora dos que algumas décadas mais tarde percorreram o mesmo caminho na busca de uma vida menos madrasta, ganhou o pão e a farpela em Lisboa com a profissão de costureira. Obviamente, seria uma mulher lindíssima!


Marcelo Rebelo de Sousa "gostava" de ver propostas de novo busto da República

Madrid, 19 Fev (Lusa) - O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que gostava de saber que propostas seriam avançadas para uma eventual alteração ao busto da República.

"Eu ouvi que a Joana de Vasconcelos tinha proposto uma mudança em relação ao busto da República. Em França, houve e foi substituído o busto tradicional pelo busto da Brigitte Bardot", afirmou à Lusa em Madrid.
"Não queria entrar nesses pormenores que são de natureza estética, mas gostava de perceber qual era a ideia da Joana Vasconcelos em relação ao busto proposto para a República. Em França foi a Brigitte Bardot. Gostava de saber quem propunha o quê para o busto de Portugal", afirmou.
Questionado sobre se gostaria de avançar alguma sugestão, Rebelo de Sousa foi enfático: "Não tenho nenhuma sugestão a apresentar", disse.
Esta semana, a artista plástica Joana Vasconcelos afirmou à Lusa considerar que o busto da República deve ser alterado por estar "bastante desatualizado" porque "a figura da República é a figura de uma época. Simboliza as mulheres de uma época e está muito ligada à escultura clássica europeia".
Confrontado pela Lusa com a mesma pergunta também em Madrid, Antonio Vitorino, limitou-se a um largo sorriso, sem palavras. Perante a insistência, e referindo-se a esse sorriso, limitou-se a acrescentar: "eu já respondi".
Ao contrário do que tem acontecido em França, onde a efígie tem sido modificada ao longo dos tempos, inspirada em figuras públicas - como foi o caso de Brigitte Bardot, e, mais recentemente, Laetitia Casta - o busto português vai continuar inalterado.
O busto da República mais difundido em Portugal foi o da autoria do escultor José Simões de Almeida (1880-1950).

Ora então, ninguém se quer manifestar?
Pois o Mar de Areia não tem medo e deixa-lhe aqui algumas propostas. Ok. Professor?




















E que tal. Ha?

Mar de Areia

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados





O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim, como é conhecido noutros países, é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo é comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. Em Portugal era comemorado a 12 de Junho até há poucos anos, mas actualmente é mais comum a data ser celebrada a 14 de Fevereiro.

Como nunca é tarde para namorar, sugiro que dediquem este dia aos vossos (as) mais que tudo. Nalguns casos, isto já envolve namorar com uns seres mais pequeninos que preenchem a vida dos pais, mas estou convencido que não será isso que tirará o “salero” à ocasião especial celebrada…

Valentines Day: http://entretenimento.pt.msn.com/cinema/gallery.aspx?cp-documentid=152080345

Mar de Areia

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Encornado

Manuel Pinho já sabia e tentou dizê-lo na Assembleia mas ninguém quiz perceber...










Granadeiro diz à Visão online que se sente «encornado» por dois administradores da PT e disse ao Jornal de Negócios que vai resolver internamente o problema.
O presidente não executivo da PT, recorre a expressão popular para explicar o seu sentimento depois de tomar conhecimento dos dados publicados pelo semanário Sol.
«Encornado» é o termo usado por Granadeiro, na entrevista à Visão, Granadeiro garante que não tinha conhecimento nem desconfiava do envolvimento da PT num aparente e hipotético plano do Governo Socialista para controlar a comunicação social, acabando no entanto por admitir, que isso possa ter acontecido sem que o mesmo tenha tido conhecimento.
O presidente não executivo da PT disse também que já falou sobre o assunto com Zeinal Bava, presidente executivo da empresa, mas não quer revelar o conteúdo da conversa. Alega que, as explicações que poderá dar sobre o caso, deverão ser prestadas primeiro internamente e no Parlamento, caso venha a ser solicitado pelos deputados.
Ao Jornal de Negócios, Granadeiro garante que não teve conhecimento prévio das duas providências cautelares que foram interpostas por Rui Pedro Soares e por Soares Carneiro, os dois elementos que representam a Golden Share Estatal no conselho de administração da PT.
Henrique Granadeiro concorda que todo este caso tem impacto na reputação da empresa, sem esclarecer se continua a depositar confiança em Rui Pedro Soares e em Soares Carneiro, limitando-se a afirmar que é um problema interno e que vai ser resolvido como tal.

Meus amigos, agora de pois de tanta tinta se ter gasto e de tanto papel ter ido para o lixo, de conferências de imprensa em que Henrique Granadeiro (um dos que devia contribuir para a redução do déficít) sempre nos disse e garantiu que a PT não tinha nada que ver com as notícias que lhe eram atríbuidas na altura, vem agora, antes de levar com o piano na cabeça, dizer que não sabia, que tudo se terá passado no segredo, que foi feito à sua revelia, pa-ta-ti, pa-ta-ta...

Nesse caso, o que anda esse senhor a fazer na empresa que tem uma participação estatal?
É apenas para levar algum mais no final do mês?

Enfim,
Pelo que tenho lido e ouvido nestes últimos dias, o que me parece é que o próprio Governo já está interessado em cair e em que hajam novas eleições.

Os testos já foram tirados das panelas, os tachos estão a ser preparados para depois ser mais rápido colocá-los no lume brando antes de sairem e fecharem a porta!

É que, se por algum acaso o Governo cair agora, o país fica em auto-gestão, ninguém toma decisões, os partidos vão começar a mexer-se e a preparar as eleições (o PSD já se apercebeu disso e já começou), o Sr. Presidente vai continuar a pedir estabilidade governativa e tudo será uma questão de tempo, iremos ter eleições.

Meses depois das eleições, quando todos estiverem novamente a discutir o OE para o novo Governo, já os senhores que lá estão agora, sem ninguém dar sequer por isso, nas administrações de Bancos, de Institutos Estatais criados à pressa (os tachos em lume brando), em Organizações Europeias (muito provavelmente), mas o mais importante, mesmo o mais importante: É que já ninguém falará do controlo sobre os media, dos casos de sucateiros, de sobreiros, de Freeports, de licenciaturas nubladas e duvidosas, de escutas à Presidência da Rés Pública, os portugueses ir-se-ão esquecer novamente, e assim continuaremos com a nossa vidinha boligerante e esbulhada.
Quanto às palavras de Granadeiro, o meu comentário é este: Os Homens conhecem-se pelas palavras, os bois pelos cornos.

Mar de Areia

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Proposta Indiscreta X A Nostalgia
































No tema que escolhi para hoje, resolvi dividi-lo em dois temas:

O primeiro chamei-o de "Proposta Indiscreta" do Lider do CDS Paulo Portas ao (ainda) Sr. Primeiro Ministro no parlamento.

O segundo chamei-o de "A Nostalgia" porque dei comigo a pensar no esforço que tantos portugueses e portuguesas fizeram e todos os sacrifícios que sempre lhes pediram, para o disco tocar sempre a mesma melodia (pelo menos temos o Fado - símbolo de um sentimento que só tem significado na língua portuguesa Saudade/Saudosismo).

Começo pelo primeiro tema:

Em pleno Parlamento, Paulo Portas propôs indiscretamente aquilo que todos os dias ouvimos da boca dos portugueses: os políticos que sejam os primeiros a tomar a iniciativa, dando o exemplo de sentido de responsabilidade e abdicando de uma parte dos seus vastos privilégios.

O presidente do CDS sugeriu ao atrapalhado e gaguejante José Sócrates o corte de salários do presidente da república, do primeiro-ministro, dos ministros, dos secretários de Estado, dos deputados, dos autarcas, dos governos regionais e dirigentes de empresas com intervenção e decisão estatais.

No entanto, eu proponho aqui a elaboração de um manifesto popular, pois é necessário ir muito mais longe.

Esta proposta é muito moderada e até populista (concordo). Terá sido apenas prosépia ou foi dita com o coração! O Senhor submarinos lá saberá, e olhem que ele sabe-a toda...

A iniciar-se um corte na despesa que seja consentâneo com as verdadeiras necessidades que este momento impõe, o governo tem obrigação de ir muito mais longe com isto. A presidência da república - a que está no poder e a que teima em não o deixar - terá de prescindir de todas as ajudas de custo, policiamento, automóvel com motorista, viagens por conta do Orçamento do Estado, dentro de outras regalias (somem comigo Eanes e esposa, Soares e esposa, Sampaio e esposa, Cavaco e esposa, Guterres e esposa, Santana e amantes, entc.) vendo-se livre de milhares de assessores inúteis (jobs for the boys), despesas de representação, de uma grande parte da frota automóvel (ou até transformando veículos dessa frota que ainda são novos em carros para a PJ, para a PSP, para a GNR), das viagens exclusivas em voos militares, etc. Os ministérios, as secretarias de Estado e as empresas públicas, que procedam em conformidade com o momento, reduzindo de forma radical os gastos com telecomunicações, com as escandalosas despesas de representação - alimentação em jantares e almoços de trabalho nos hóteis de 5 estrelas, nas viagens efectuadas levando a família à boleia, gabinetes de estudos que ficam engavetados ou são pretexto para encher os bolsos de quem os encomenda, em assessorias (trabalhem malandros), comissões várias ( de trabalhadores que não querem trabalhar, de empresa com funcionários que apenas querem mostrar-se, de avaliação de património público, etc.), atribuição de subsídios - quantas vezes escusados?! (fiscalizem! Fiscalizem.) - à residência e deslocações. A infinidade do número de automóveis que o Estado ostenta e renova consecutivamente - com as conhecidas e abusivas transferências de posse a baixo custo para os honestos senhores doutores e engenheiros - , as fundações pró-subsídio (Soares), as adjudicações sem concurso ou com manobras menos claras e que acabam por lesar o património do Estado (nosso), os institutos públicos criados à pressa antes de abandonar o governo, dos cargos de curta permanência na Petrogal, na TAP, na ANA, na EDP entre outras, onde os filhos e sobrinhos dos políticos e venerandos homens dos doze ou quinze que acusou Eça de Queiroz de revezamento de poder em 1871, acabadinhos de sair do forno das universidades (umas Independentes, outras Modernas, outras assim e assim...) e em que lhes é atribuida logo à entrada, uma antiguidade de 15 ou 17 anos e vencimentos que oscilam entre os 15 e os 20 000 € (saem ao fim de um ano e vejam quanto levam em direitos de antiguidade! Nós pagamos.), são apontados como alguns dos muitos exemplos que reduzem a despesa pública (e não são migalhas, como apregoam alguns economistas que também vão ao "biberão"). O fim da loucura RAV, o adiamento sine die do novo aeroporto (foram gastos milhões de euros em obras no de Lisboa e do Porto, ouçam a publicidade do aeroporto de Lisboa diariamente na TSF), a crise na aviação e o custo dos combustíveis aponta para a moderação e o respeito pelos portugueses, a terceira auto-estrada para o Porto (350 Km? - acham que vale a pena e o dinheiro?) e os acordos subjectivamente negociados com vícios substantivos a propósito de contentores e outras concessões.

Alguns iluminados agitam a bandeira do "montante ridículo" das somas que todos sabemos serem vultuosas, mas a verdade pública e da coisa pública exige a partilha dos sacrifícios, restaurando uma partezinha da confiança completamente degradada de forma quase irreversível (não me chamem fascista pois não o sou e preso muito a liberdade, mas em termos de rectidão e honestidade, os nossos políticos ficam a dever muito ao velhote e ao Caetano).

Na situação em que tendes posto o país, voçês, os políticos poderão resistir a esta demanda popular, mas sabem que não existe alternativa, a não ser a desejada queda.

Neste país, não faz o mínimo sentido auferir mais do que 4 000 €. Quem auferisse mais do que isto, não tinha que ter direito a subsídios de qualquer espécie. Neste país, existem pessoas (não são bichos) que vivem com 175 € de reforma e com 200 € aos milhares (trabalharam toda a vida na lavoura e em serviços onde os descontos eram inexistentes).

Senhores políticos e população do meu país em geral, pensem nisto... (vamos subscrever um manifesto que obrigue à responsabilidade).

O segundo tema é apenas para vos deixar imagens do que os nossos avós e pais tanto trabalharam para conseguir e tudo o que dava para comprar (talvez o cinco vezes mais coisas com cinco vezes menos do que a nossa moeda de agora).

Também não quero que pensem que sou anti-europeísta. Sou Pós-modernista, mas sou um romântico saudosista...














































Mar de Areia

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Internet" - Não a deixe ao alcançe das crianças. Agite-a bem antes dos seus filhos a usarem.




O tema que hoje vos trago é um tema muito sensível e muito actual. Já devem ter escutado nas notícias que foi feita uma sondagem em Portugal, em que os resultados são no mínimo assustadores.

Os "nossos filhos" responderam que "nós os pais", não ligamos aos perigos que o uso da internet representam actualmente,e até dizem que muitos pais são completamente ignorantes sobre o assunto.

Nos dias que vivemos, as crianças são de tal forma "injectadas" com as novas tecnologias de informação e conseguem assimilar uma quantidade de informação que nos deixam a nós, os adultos que estamos atentos, envergonhados e embaraçados com os conhecimentos plásticos dos miúdos: - Aquilo a que costumo chamar de "Fast Knowlege".

Se estiverem atentos, seja na rua, no café, no autocarro, no metro ou no comboio, os miúdos de hoje, nascem com a capacidade de estarem a conversar com alguém fisicamente enquanto dedilham sem olhar, o seu telemóvel, enviando informação para outros intervenientes (às vezes são mais do que um interveniente a trocar os famosos sms), escrevendo uma forma de escrita muito própria e estranha (pelo menos para mim!) a uma velocidade estonteante; e ainda conseguem fazê-lo ouvindo a música do i-pod que nós pais lhes oferecemos pelo "Bom" que tiraram no teste.

Pais deste país: Atentem bem a quantidade de informação assimilada ao mesmo tempo, a perícia e a habilidade de manuseamento das novas tecnologias, o conhecimento mal estruturado e mal armazenado dentro dos seus cérebros, fruto da quantidade e da velocidade cognitiva. Mas o que nos pode "chocar", é que estes nossos meninos que todos agora sabemos "já nascem ensinados", são extremamente ingénuos. E são-no porque não têm tempo, no tempo que têm, para viver intensamente esta quantidade imensa de (des)informação com que são presenteados, ainda no útero materno.

Vamos todos ter muito cuidado! Vigiem os vossos filhos quando estes usarem a internet, falem com eles sobre o que viram, sobre o que falaram, sobre o que disseram. Não caiam no erro de pensar que não se devem intrometer na intimidade de uma criança que precisa do nosso acompanhamento. Exigam saber as passwords que os vossos filhos usam para acederem aos chat´s, às redes sociais, quem adicionam como amigos...

Cuidado: Do outro lado está uma criança de 50 anos que gosta muito do seu filho.

Não vamos facilitar, se eles estiverem na net agite-a bem, antes de usar.

Mar de Areia

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Exportação de serviços tecnológicos triplicou


Entre 2004 e 2009 triplicaram as exportações nacionais de produtos e serviços tecnológicos. Foi anunciado pelo Governo que no ano 2010 deverá manter os investimentos nas áreas de Ciência e Tecnologia, no sentido de continuar a contribuir para este crescimento.
De acordo com o Portal do Governo, Portugal exportou 1.300 milhões de euros em serviços tecnológicos, o triplo do valor alcançado há cinco anos, e perante esta evolução o chefe do executivo do Governo afirma que a ambição é «transformar o Plano Tecnológico numa orientação central económica».
Foi por esta razão que escolhi o tema para colocar à consideração de todos os que tiverem a ousadia de ler e comentar neste espaço.


A minha pergunta, apoiada neste grande desígnio nacional premente de aumentar as exportações em contraposição às importações (embora o princípio seja um pouco proteccionista), é a curiosidade de questionar a quem porventura pense saber, por qual motivo não pode o nosso país produzir automóveis para exportação, que sejam autenticamente portugueses, de marca portuguesa, com tecnologia portuguesa… Por certo, já muitos terão imaginado a quantidade de empresas que uma indústria destas faria desenvolver de forma indirecta, quantos postos de trabalho existiriam no mercado, quanta mão de obra qualificada e horas de formação seriam ministradas, quantas indústrias de tecidos e afins trabalhariam para os interiores, quanto cresceria a indústria metalúrgica, a do fabrico de pneus, de tapetes para automóveis, de tintas, de baterias eléctricas, de ferramentas, de transportes rodoviários, de colunas de som, enfim, arrastaria tanto desenvolvimento que os salários poderiam ser melhores, o consumo aumentava forçosamente por força dos melhores salários, o Estado embolsaria muito capital com os impostos directos e indirectos, podendo (se para isso existirem pessoas sérias que queiram e não sejam do grupo dos quinze, de quem falava Eça de Queiroz em “1871”) rectificar o rumo deste país, competindo no mercado Europeu, melhorando a vida dos portugueses. Afinal somos tão poucos e podíamos viver todos tão bem! Ponham os olhos em países mais pequenos, que mesmo sem cobrarem impostos têm salários altos e um bom nível de vida…
E isto era assim tão difícil? – Temos ou não, o Know-How suficiente? – Sabemos ou não, construir automóveis para os outros? – Temos ou não, qualidade?
Meus caros, se fabricamos para os outros aquilo que é deles, mas que nós conhecemos, sabemos como, sabemos onde e porquê, porque não vamos fazer o mesmo?
A França começou a construir automóveis, inicialmente através da iniciativa privada apoiada pelo estado (André Citrôen, Renault e Peugeaut entre outras de menor expressão) e depois com as nacionalizações da indústria automóvel, fulcral para qualquer economia, moderna e pós-moderna. A Itália é um país forte porque constrói automóveis, a Alemanha, a Inglaterra, até a Espanha (Seat antes de ser adquirida pelos alemães), a Suécia, o Japão, as Coreias, a América, a Índia, a China, a Rússia… tantos países e todos eles com economias muito mais fortes e evoluídas que a nossa (talvez a Espanha esteja pior no momento, mas ainda assim é um dos maiores investidores no nosso país).
Quando ouço os responsáveis deste país a falarem em evolução de planos tecnológicos e de quererem torná-los o principal suporte económico, faz-me alguma confusão não aproveitarmos o profundo conhecimento e profissionalismo dos portugueses que trabalham nas Auto Europa deste país, nas empresas de cablagens para automóvel deste país, nas indústrias metalúrgicas que fabricam as peças para os motores dos outros países (segmentos), nas indústrias que fabricam pneus para marcas de outros países, dos projectos de engenharia mecânica, electrónica e electrotécnica, assim como, robótica que estão nas gavetas das nossas universidades por falta de apoios estatais…
A grande questão é mesmo esta: - Não teria sido preferível, apostar numa indústria automóvel (fosse totalmente privada com poder de decisão em Portugal, fosse em parcerias público - privadas, ou numa fase inicial, fosse até nacionalizada), desenvolvendo um projecto que envolvesse a engenharia portuguesa, o design português, uma marca portuguesa para competir na Europa, em lugar de investir em barragens inúteis (Alqueva) e outras que poderiam esperar, em mais uma auto-estrada Lisboa – Porto, em mais pontes na capital, em dez estádios de futebol (por muito que me tenha orgulhado do ambiente e da visibilidade que deu ao país o Euro 2004), em mais um aeroporto em Lisboa, na rede de alta velocidade que mais uma vez encherá os bolsos dos investidores estrangeiros, que acabam sempre por investir menos do que lucram connosco (e que no caso, fecham as portas aos outros no que tocar a obras de dimensão nacional), no dinheiro investido na compra de bancos de pessoas que desgraçaram famílias inteiras e que protegidas pela lei e pelo “status” social e académico, ficam bem instalados em cómodas prisões onde nada falta e nós todos pagamos, onde ficam dois ou três anos e quando saem vão-se gozar dos milhões que enfiaram nos paraísos fiscais…
Vamos pensar um pouco e decidir o que queremos para o nosso futuro. Se quisermos mais do mesmo, teremos mais do mesmo. Se quisermos efectivamente mudar algo, teremos de ser nós todos a mobilizarmo-nos e a pressionar os responsáveis pelo esbulho em que mergulhou Portugal.
Tudo o que se gastou, se fosse bem aplicado e produzisse riqueza nacional, com melhores salários os portugueses produziam mais e melhor, consumiam mais e melhor, estudavam mais e melhor, investiam mais e melhor e o estado cumpria mais e melhor, acabaria por gastar menos e melhor, as infra-estruturas seriam então mais e melhores (depois de gerar riqueza), atrairiam mais turismo, baixaria a criminalidade, a pobreza, as diferenças sociais seriam bem menores e nós todos (o Estado, sim o Estado somos nós todos) viveríamos então num país de indústria e construção e não num país de comércio e consumo. Olhem que o Comércio e os Serviços prestados, nunca enriqueceram nenhum país.

Mar de Areia

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Visão de Eça de Queiroz que em 1871 já fazia justiça ao nome que escolhi para este Blog

















“Junho 1871”

Há muitos anos a política em Portugal apresenta este singular estado:

Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai de uns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, numa explosão de risadas.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os que lá não estão - os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do país, e outras injúrias pequenas, mais particularmente dirigidas aos seus caracteres e às suas famílias.

Os outros, os que não estão no poder são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais - os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do país e da pátria.

Mas, cousa notável!

Os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem – intrigam, trabalham para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do país, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de sê-lo o mais depressa que puderem - os verdadeiros liberais, e os interesses do País!

Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros - os verdadeiros liberais - entram triunfalmente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do país; e os que caíram do poder, resignam-se, cheios de fel e de tédio - a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.

Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha sido por seu torno esbanjador da fazenda e ruína do País….

Não há nenhum que não tenha sido demitido ou obrigado a pedir a demissão pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis…

Não há nenhum que não tenha sido incapaz de dirigir as cousas públicas - pela imprensa, pela palavra dos oradores, pela acusação da opinião, pela afirmativa constitucional do poder moderador…

E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que continuarão a dirigir o país neste caminho em que ele vai, feliz, coberto de luz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e tão triunfante!

Eça de Queiroz
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